Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘crescimento’

Fazendo um momento “Perguntas Frequentes”, esta é uma das dúvidas mais recorrentes. 

     Existem métodos que auxiliam a predizer qual será a estatura final de uma criança ou adolescente. Para isto, é importante que tenhamos, além da estatura atual, a informação sobre a idade óssea (o raio X da mão e punho). O método de Bayley-Pinneau usa estas duas informações para estimar a altura final. Entretanto, pode ocorrer erro de alguns centímetros devido à individualidade de cada criança ou adolescente, como puberdade, alimentação, possíveis doenças e uso de medicações.

 A curva de crescimento, a partir dos 2 anos de idade, levando em conta a estatura dos pais, também ajuda a estimar a estatura final, mas com um intervalo grande (20 cm para os meninos e 18 cm para as meninas).

Importante, então, é acompanhar a velocidade de crescimento com medidas periódicas da estatura, para que se possa identificar eventual desaceleração do ganho estatural. Assim, com investigação e eventual tratamento no momento adequado, a estatura final deverá ficar dentro do adequado.

 Esta tabela abaixo é a que utilizamos para ajudar na previsão da estatura – a de Bayley-Pinneau.

 Para ajudar, um exemplo: imaginemos uma menina que tenha idade óssea normal e estatura atual de 138 cm. Aos 10 anos, ela deve ter crescido, segundo esta tabela, 86,2% do total previsto. Deste modo, sua estatura final (100%) deverá ser em torno de 160cm.

      Importante: os valores em vermelho são para as meninas e os valores em azul para os meninos.

      Até breve!

Anúncios

Read Full Post »

Como havíamos adiantado no post anterior, há situações em que a criança tem quantidades normais ou até elevadas do hormônio do crescimento e, apesar disto,  esta criança permanece baixa. Uma das explicações para que isto ocorra é um defeito no receptor do hormônio – é como se fosse uma fechadura com defeito para uma chave boa. Esta condição é classicamente conhecida como Síndrome de Laron. Entretanto, há graus variados de insensibilidade ao hormônio do crescimento que, muitas vezes, fica sem diagnóstico.

     Outra possibilidade é que a molécula de hormônio produzida seja “defeituosa”, não conseguindo atuar nos receptores bons. Crianças e adolescentes com esta alteração respondem muito bem ao tratamento com o hormônio de crescimento recombinante (produzido em laboratório).

     Desta forma, é necessário que hormônio e receptor funcionem perfeitamente para um adequado crescimento.

E como saber se não é isso que ocorre comigo ou na minha família?

O conjunto de informações – velocidade de crescimento, idade óssea, puberdade – podem sugerir se os exames hormonais que tiveram resultados normais ou elevados podem ter outra interpretação. A avaliação e o seguimento destes pacientes podem fazer com que se indique tratamento para estes indivíduos, apesar dos valores maiores de hormônio do crescimento.

Read Full Post »

Se, devido à baixa estatura e/ou redução da velocidade de crescimento, tivermos solicitado dosagem de IGF-I (somatomedina) e o resultado for baixo (de acordo com os valores normais fornecidos pelo fabricante do exame), passamos à próxima etapa da investigação.

O hormônio de crescimento é secretado pela glândula hipófise durante o sono, à noite. Essa secreção é pulsátil, como mostra a figura abaixo.

Deste modo, na investigação de baixa estatura, a dosagem do hormônio do crescimento (GH) basal (sem estímulo) de manhã nada informa, já que espera-se que os níveis sejam reduzidos neste horário.

Para podermos dosar o GH durante o dia, é necessário que seja feito um estímulo para sua liberação. Há medicações que liberam o hormônio do crescimento de forma aguda (insulina, L-dopa, Glucagon, Clonidina). Após a administração de uma desta s medicações, colhemos sangue a cada 30 minutos (deixamos a veia pega desde o início), durante um período de 2  a 3 horas. Neste sangue será dosada a concentração do hormônio que a criança ou adolescente tem.

Este resultado, associado às demais informações (velocidade de crescimento,  idade óssea, estatura dos pais, antecedentes da criança), permitirão a decisão por tratar com hormônio do crescimento ou não.

 

Read Full Post »

   Crescer é um processo biológico que envolve vários aspectos: herança genética (que pode ser inferida pela altura dos pais), alimentação, presença ou não de doenças, felicidade e afeto. Felicidade e afeto, sim! Estudos mostram que crianças privadas de afeto terminam menores do que seriam se tivessem recebido o carinho esperado para uma criança. 

   Na pré-adolescência e adolescência, interferem, também, os hormônios sexuais (resumidamente estrógeno e testosterona) que começam a aumentar nesta fase. Quando na idade certa, eles potencializam o crescimento.

     Entretanto, se aumentarem antes da idade esperada, podem comprometer a altura final.

     Mamas nas meninas antes dos 8 anos e aumento dos testículos nos meninos antes dos 9 anos de idade precisam ser avaliados. Pode haver aumento hormonal precoce e avanço da idade óssea (como neste raio-X abaixo), diminuindo o tempo total de crescimento.

 

Read Full Post »

      O crescimento na adolescência depende de muitos fatores e é a fase da vida em que a ALTURA MAIS INCOMODA. Quem é alto queria ser mais alto ou mais baixo, quem é baixo queria ser bem mais alto.

      No próximo post, vamos começar a ver quais são estes fatores e o que esperar desta fase.

     Até breve.

Read Full Post »

Geralmente é quando a criança entra na escola que as diferenças ficam mais evidentes. Se a professora faz fila com a criança menor na frente e a maior atrás, a primeira frequentemente refere isto – só não reclama porque fica mais perto da professora.

Algumas brincadeiras também mostram quem é menor.

Quanto antes identificarmos quem está abaixo do limite normal ou quem vem crescendo mais lentamente, melhor. Não significa que todos precisam ou precisarão de tratamento mas, para aqueles que precisarem, os resultados são melhores.

Algumas vezes, o tamanho menor vem desde o nascimento e já é notado quando bebê.

Até os 2 anos de idade, o crescimento é MENOS influenciado pelo hormônio de crescimento e pela altura dos pais e MAIS influenciado pela alimentação e pelas condições que a criança teve dentro do útero.

Doenças crônicas e condições como refluxo gastroesofágico podem comprometer o crescimento adequado dependendo de sua gravidade. Por isso, a puericultura – seguimento regular com o pediatra – é muito importante para identificar e tratar alterações como estas.

 

Read Full Post »

Read Full Post »

« Newer Posts - Older Posts »