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A velocidade de crescimento durante os primeiros anos de vida das crianças é impressionante! São 25 cm no primeiro ano e 10-15 cm no segundo ano. A partir dos 2 anos de idade, a velocidade de crescimento cai para 4 a 7 cm ao ano. Esta  redução da velocidade de crescimento explica, em parte, a redução no apetite das crianças, queixa tão comum entre as mães. Na verdade, a necessidade metabólica diminui.

Crianças nascidas a termo com menos de 2,5kg são consideradas como tendo baixo peso ao nascer e devem ser acompanhadas mais de perto pois podem não recuperar o crescimento como devido. A figura abaixo exemplifica a distribuição do peso ao nascer de acordo com a idade gestacional – há curvas específicas para cada sexo. 

 

Atualmente, mais crianças nascem prematuras. Parte delas, nascem pequenas para a idade gestacional e destas, cerca de 10% não recuperam o crescimento adequadamente. Embora apresentem velocidade de crescimento normal, a distância delas até a normalidade é tão grande que não basta crescer normalmente – elas têm que fazer o que chamamos de “catch up”, ou seja, uma recuperação à custa de velocidade de crescimento acima do normal. Para estas crianças, pode haver indicação do uso do Hormônio do Crescimento, sendo idealmente iniciado entre 2 e 3 anos de idade. 

Nesta fase, o importante é garantir alimentação adequada e seguimento pediátrico regular. O pediatra pode ser o primeiro a identificar alguma alteração importante que necessite ser investigada. 

Doenças crônicas também podem interferir com o crescimento. Alergias respiratórias, principalmente se levar ao uso prolongado de corticóides, podem reduzir a velocidade de crescimento. Doenças gastrointestinais também podem, pela desnutrição, limitar o crescimento. 

E um bom sono também é fundamental, já que o hormônio de crescimento é produzido em picos fundamentalmente durante o sono da noite.

 

Ah! Isto também vale para crianças maiores e adolescentes, que relutam em dormir e viram noites em frente ao computador! 

CRESCENDO

   Crescer é um processo biológico que envolve vários aspectos: herança genética (que pode ser inferida pela altura dos pais), alimentação, presença ou não de doenças, felicidade e afeto. Felicidade e afeto, sim! Estudos mostram que crianças privadas de afeto terminam menores do que seriam se tivessem recebido o carinho esperado para uma criança. 

   Na pré-adolescência e adolescência, interferem, também, os hormônios sexuais (resumidamente estrógeno e testosterona) que começam a aumentar nesta fase. Quando na idade certa, eles potencializam o crescimento.

     Entretanto, se aumentarem antes da idade esperada, podem comprometer a altura final.

     Mamas nas meninas antes dos 8 anos e aumento dos testículos nos meninos antes dos 9 anos de idade precisam ser avaliados. Pode haver aumento hormonal precoce e avanço da idade óssea (como neste raio-X abaixo), diminuindo o tempo total de crescimento.

 

ADOLESCÊNCIA

      O crescimento na adolescência depende de muitos fatores e é a fase da vida em que a ALTURA MAIS INCOMODA. Quem é alto queria ser mais alto ou mais baixo, quem é baixo queria ser bem mais alto.

      No próximo post, vamos começar a ver quais são estes fatores e o que esperar desta fase.

     Até breve.

Geralmente é quando a criança entra na escola que as diferenças ficam mais evidentes. Se a professora faz fila com a criança menor na frente e a maior atrás, a primeira frequentemente refere isto – só não reclama porque fica mais perto da professora.

Algumas brincadeiras também mostram quem é menor.

Quanto antes identificarmos quem está abaixo do limite normal ou quem vem crescendo mais lentamente, melhor. Não significa que todos precisam ou precisarão de tratamento mas, para aqueles que precisarem, os resultados são melhores.

Algumas vezes, o tamanho menor vem desde o nascimento e já é notado quando bebê.

Até os 2 anos de idade, o crescimento é MENOS influenciado pelo hormônio de crescimento e pela altura dos pais e MAIS influenciado pela alimentação e pelas condições que a criança teve dentro do útero.

Doenças crônicas e condições como refluxo gastroesofágico podem comprometer o crescimento adequado dependendo de sua gravidade. Por isso, a puericultura – seguimento regular com o pediatra – é muito importante para identificar e tratar alterações como estas.

 

Pra quem que saber quanto vai medir, é importante lembrar que:

1. A genética existe e, apesar das gerações mais novas estarem ficando maior do que as anteriores, a estatura dos pais ainda dá uma boa previsão da estatura final. O cálculo dá um intervalo de altura onde há 95% de você ficar.

Se você é do sexo masculino, faça a seguinte conta:

(altura do seu pai + altura da sua mãe + 13):2 → esta será a altura média do que chamamos de canal familiar. Some 10cm e subtraia 10cm e você terá o intervalo de altura esperado para você.

Se você é do sexo feminino, faça esta conta:

(altura da sua mãe + altura do seu pai – 13):2 → esta será a altura média do que chamamos de canal familiar. Some 9cm e subtraia 9cm e você terá o intervalo de altura esperado para você.

Exemplo:

Menino com pai = 175 cm e mãe = 160 cm.

175 + 160 + 13 = 348

348 : 2 = 174 cm

174 cm + 10 cm → você deverá ter entre 164 cm  e 184 cm

Mas pode ser que você fique acima deste limite, porque a vida hoje em dia é diferente – mais alimentos, menos doenças, mais cuidados… – ou que você fique menor. Se perceber que o seu crescimento anda devagar, como comentamos no outro post, procure ajuda.

SINAIS DE QUE O CRESCIMENTO ANDA MEIO DEVAGAR:

  • Não troca o número de sapato já faz tempo
  • Não perde roupas
  • É o primeiro da fila na escola (que tem professoras que ainda organizam a fila do menor para o maior)
  • O irmão mais novo está cada vez mais próximo da sua altura

A primeira notícia que se tem das curvas de crescimento – aquelas em que marcamos a altura de acordo com a idade – é do século XVIII . Um senhor, chamado Conde de Montbeillard, por volta de 1750, começou a medir seu filho periodicamente, e assim fez até que o menino tivesse 18 anos . Nasceu aí a primeira curva individual de crescimento. Quem tiver curiosidade, pode fazer a sua – mas é importante lembrar que há forma correta de se medir.

 

Hoje temos diferentes tipos de curva de crescimento. A curva elaborada por Marques & Marcondes tem carater transversal; foram medidos grupos de crianças diferentes, em cada idade (3, 4, 5, 6 anos e assim por diante). Já a curva elaborada por Tanner & Whitehouse tem carater longitudinal, ou seja, as mesmas crianças eram medidas em idades diferentes, ao longo de vários anos.

Curva dos 2 aos 20 anos – meninos

Curva dos 2 aos 20 anos – meninas

Vale lembrar que somos indivíduos únicos, com famílias únicas! Cuidado ao se comparar com o vizinho, com o colega de turma ou com a modelo das “Fashion Weeks”!!!

Até breve!

Soraya


VELOCIDADE DE CRESCIMENTO

É uma das informações mais importantes quando avaliamos uma criança ou adolescente.

O que é ?

A velocidade de crescimento é traduzida pelo número de centímetros que se cresce no período de 1 ano.

Só saberemos qual é a velocidade daqui a 1 ano?

Não. Podemos estimá-la antes disso; se medirmos a mesma criança hoje e daqui a 4 meses, por exemplo. Como o ano tem 3 períodos de 4 meses, multiplicamos o crescimento (observado em 4 meses) por 3. Vamos colocar isto em números:

se uma criança cresceu 1,5 cm em 4 meses, em 1 ano ela terá crescido 4,5 cm (1,5cm x 3).

Por isto, é importante anotar e guardar as medidas de altura feitas no consultório dos pediatras; se algum dia precisarmos …

A velocidade de crescimento varia conforme a idade; no estirão da puberdade chega a mais de 10 cm/ano!

A partir dos 2 anos e até antes da puberdade: velocidade de crescimento = 4 a 7 cm/ano. A partir daí, começa a aumentar até que se atinja o pico do estirão da puberdade, quando se cresce 12, 13, … cm/ano.

Quando colocamos a velocidade de crescimento em uma curva apropriada, a criança a partir dos 2 anos geralmente se mantém no mesmo percentil ou próximo a ele, ou seja, acompanha a curva paralelamente a ela.

Se a velocidade de crescimento é baixa, é hora de procurar ajuda médica! Isto pode ser visto por uma mudança na curva de crescimento da criança, que começa a se desviar para a direita (percentis menores), como no exemplo abaixo.

Fitas métricas, batente de porta ou aqueles bichinhos com régua (como o do segundo post) podem produzir resultados muito alterados.


Sejam bem-vindos!

Sejam todos muito bem-vindos!

Quem já cresceu e acha que ficou bom, quem acha que não ficou, quem ainda está crescendo …

Quem está vendo partes do corpo crescer (e ficando diferente das crianças pequenas …)

Este blog é para todos vocês e para os pais que, frequentemente, dividem as angústias destas fases.

Aqui, vamos ver o que é considerado normal para crescimento e puberdade. Também vamos ver o que foge do normal e o que podemos fazer quanto a isso.

E, por último, aprender com quem visivelmente foge do comum mas é feliz assim mesmo.

Deixo com vocês o link da entrevista ao Jô do primeiro time de futebol de anões do mundo.

Um forte abraço.